como é possível ter-me tornado neste ser quase insensível e frio
o tempo passa e com ele vão-se perdendo as esperanças, as vontades
a capacidade de amar reduz-se a pó, dou por mim entre duas almas em guerra
e sei que nenhuma vai ganhar....
injurias deus meu, injurias, lamurias retratadas a carvao demasiado pesado
para ser apagado
e foi nisto que me tornei, um ser que nao vive, sobrevive
que não sorri, espera que o façam sorrir
e ao contrário choro, banho-me em prantos e em medos
aos quais eu mesma não encontro a razao nem o fio a meada
explosões de humor e reacçoes asperas e acres
orgulho que me faz não voltar atras
e sempre que o tento fazer, sai-me o tiro pela colatra
e aquilo que pretendia ser uma redençao
numa fracçao de segundo se reergue como ataque
mas quando dou por mim sozinha
fechada em 4 paredes...
ai cana verde cana verde
entendo que a maior ferida desse ataque fui eu mesma
por nao ter capacidade de perdoar, de aceitar, ou mesmo de admitir
soltam-se bombas e gases e armas de destruição em meu redor
manuseio-as eu deus meu!

sinto-me perdida!
nesta guerra!

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