Sinto a tristeza
Sinto a dor
Sinto a paixão
Sinto a repugna
Sinto a incerteza
Sinto a inconstância
Sinto a incoerência
Sinto a falta
Sinto o excesso
Sinto-me
E não me sinto
A confusão invade-me de raiva
A raiva irriga-me o sangue
O sangue explode nas veias
Os olhos saem das órbitas
Choro! Choro e grito
Esperneio, rastejo
Levanto-me e corro
Corro para nenhum lado
Que é onde quero estar
Sofro em silêncio
Ninguém me vê
Não me ouve, não me sente
Ninguém sabe o que sinto
Não me conheço
Não me reconheço
Não me encontro
Não sei onde me perdi
Nem sei o que foi que perdi
Nunca poderei encontrar
Aquilo que perdemos
Nunca é aquilo que encontramos
Aquilo que procuramos
Nunca é aquilo que desejamos
E sinto-me aqui
A encolher-me
A esconder-me
A refugiar-me
Não sei do quê
Não sei de quem
Algo me assusta
Algo me consome
Sinto a dor
Sinto a paixão
Sinto a repugna
Sinto a incerteza
Sinto a inconstância
Sinto a incoerência
Sinto a falta
Sinto o excesso
Sinto-me
E não me sinto
A confusão invade-me de raiva
A raiva irriga-me o sangue
O sangue explode nas veias
Os olhos saem das órbitas
Choro! Choro e grito
Esperneio, rastejo
Levanto-me e corro
Corro para nenhum lado
Que é onde quero estar
Sofro em silêncio
Ninguém me vê
Não me ouve, não me sente
Ninguém sabe o que sinto
Não me conheço
Não me reconheço
Não me encontro
Não sei onde me perdi
Nem sei o que foi que perdi
Nunca poderei encontrar
Aquilo que perdemos
Nunca é aquilo que encontramos
Aquilo que procuramos
Nunca é aquilo que desejamos
E sinto-me aqui
A encolher-me
A esconder-me
A refugiar-me
Não sei do quê
Não sei de quem
Algo me assusta
Algo me consome
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