Lost Thoughts
Há muito dias
Há muitas horas
Há tantas segundos
Que não me consigo concentrar
Não consigo acalmar as ideias
Ou mesmo delas criar pensamentos
Sequências lógicas de palavras
Que me pudessem ajudar a concluir
O que se passa dentro de mim mesma
Com forte inclinação para dramatizar e penitenciar
Privei-me tantas e tantas vezes de viver os momentos que mais desejava
E outras tantas os vivi e outras tantas me arrependi
Dos que vivi, dos que ficaram por viver
Dos que nunca me surgiram
Dos que nunca me lembrei
Dos que nunca desejei
Vivemos, corrijo, vivo, num mundo, provavelmente só meu
Onde me preocupei sempre demasiado em seguir este ou aquele padrão
Aquele que aos meus olhos, sabe-se lá porquê me parecia certo
Justo para todos os que pudessem estar envolvidos nas decisões
Que eu tivesse que tomar...
Poderei ter falhado no método, sim é bem possível..
Mas ainda assim, que raio de padrão é esse em que sou a única que vive presa a ele
A unica que não consegue sair, progredir, evoluir, alcançar
A unica que se prende, se amarra, se predispoe a sofrer por NADA
Por NADA, porque aquilo que muito desejamos sem saber porquê, mas que na realidade nunca chega,
Não é mais do que... Absolutamente nada...
E no final... quando tudo o que possuía simplesmente me escorregou por entre os dedos
Enquanto eu observava calma e friamente a perda de tudo...
Acabo por me sentir uma qualquer matriarca de uma familia que viu, espalhou e criou felicidade, mas esta nunca chegou a ser a sua...
E assim, tudo viu nascer, crescer, e partir...
E é assim que me sinto no decorrer deste último ano...
Vi crescer amor por toda a parte, deitei-me e acordei com o cheiro desse amor
Vi-o ganhar asas... e partir...
Nada do que existe neste mundo nos pertence...
Há muitas horas
Há tantas segundos
Que não me consigo concentrar
Não consigo acalmar as ideias
Ou mesmo delas criar pensamentos
Sequências lógicas de palavras
Que me pudessem ajudar a concluir
O que se passa dentro de mim mesma
Com forte inclinação para dramatizar e penitenciar
Privei-me tantas e tantas vezes de viver os momentos que mais desejava
E outras tantas os vivi e outras tantas me arrependi
Dos que vivi, dos que ficaram por viver
Dos que nunca me surgiram
Dos que nunca me lembrei
Dos que nunca desejei
Vivemos, corrijo, vivo, num mundo, provavelmente só meu
Onde me preocupei sempre demasiado em seguir este ou aquele padrão
Aquele que aos meus olhos, sabe-se lá porquê me parecia certo
Justo para todos os que pudessem estar envolvidos nas decisões
Que eu tivesse que tomar...
Poderei ter falhado no método, sim é bem possível..
Mas ainda assim, que raio de padrão é esse em que sou a única que vive presa a ele
A unica que não consegue sair, progredir, evoluir, alcançar
A unica que se prende, se amarra, se predispoe a sofrer por NADA
Por NADA, porque aquilo que muito desejamos sem saber porquê, mas que na realidade nunca chega,
Não é mais do que... Absolutamente nada...
E no final... quando tudo o que possuía simplesmente me escorregou por entre os dedos
Enquanto eu observava calma e friamente a perda de tudo...
Acabo por me sentir uma qualquer matriarca de uma familia que viu, espalhou e criou felicidade, mas esta nunca chegou a ser a sua...
E assim, tudo viu nascer, crescer, e partir...
E é assim que me sinto no decorrer deste último ano...
Vi crescer amor por toda a parte, deitei-me e acordei com o cheiro desse amor
Vi-o ganhar asas... e partir...
Nada do que existe neste mundo nos pertence...
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