Silêncio

O silêncio a que me obrigo
Estala, rasga, rompe
Todas as paredes
Do meu coração sufocado

Para que este esforço?
Para que esta espera?
Espero há tanto tempo
Que ja esqueci o que espero

Estou aqui neste lugar
Que não é o inferno
Mas longe está do paraíso
Há tanto tempo
Que não recordo quanto

Choro há tantas madrugadas
E há tantos amanheceres
Que há muito que o meu coração
Não distingue a noite e o dia

Preciso de parar
Para poder continuar
A viver...

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