O tempo voa

Já lá vão mais de 4 anos desde que tudo começou por aqui.
Foi a altura mais atribulada da minha vida, mais confusa.
A altura de experimentar, de descobrir, de ir pelos caminhos errados.
Foram sem dúvida e até ao presente os melhores momentos da minha vida.
Foi tudo tão doce e tão amargo, tudo tão apetecível e ao mesmo tempo tão assustador.
Tanto sofrimento e tanta alegria, tantos momentos de prazer, tanta novidade…
Os sítios maravilhosos que conheci, a sensação de libertação que era estar num alpendre virada para o mundo, o mundo que nessa altura era meu!
Estava na minha mão o rumo de todas as coisas!
Era uma divisão tão grande, entre a rede da varanda da sala, ou a outra rede de baloiço no alpendre…
As manhãs em paz no silêncio de um monte, junto ao reino… Onde eu fui rainha.
Rainha por um dia, por uma noite, um fim-de-semana e outro.
Podia ter sido talvez uma vida inteira.
Mas a sede de descobrir e experimentar não estava saciada, não podia assentar, não conseguia sossegar a minha alma.
Ainda não sabia, nessa altura, que é preferível viver com uma alma inquieta mas viva, do que viver com uma alma apagada, com fome e sem forças para se salvar.
Viver só com o corpo, na vida mundana, que não é feita de sonhos nem de histórias que começam por “Era uma vez…”
O Natal, as férias, o Bairro Alto já não me faz sonhar.
Os fins-de-semana já não me criam expectativas.
O Amor físico já não me satisfaz.
Porque a minha alma está inócua, incolor, inodora.
Para os que me lêem, se existe ainda alguém que me lê.

Se os houver sei que são poucos, mas sei que são os que importam, os que me podem plantar sorrisos e deles fazer florescer alegrias, entendam por esta razão a minha ausência, a minha passividade, a minha incerteza das coisas.
Neste momento, preciso de me apaziguar comigo mesma, a revolta está a tomar conta de mim, “não moro mais em mim” (Adriana Calcanhoto).
O meu desejo para este Natal, é voltar a sentir, encontrar-me a mim e à minha alma.
Voltar a sentir o coração quentinho.

"Eu perco o chão, eu não acho as palavras
Eu ando tão triste, eu ando pela sala
Eu perco a hora, eu chego no fimEu deixo a porta aberta
Eu não moro mais em mim
Eu perco as chaves de casa
Eu perco o freio
Estou em milhares de cacos, eu estou ao meio
Onde será que você está agora?"

Amo-vos como no primeiro dia. Sabem quem são.

Allways yours.
Ana
Patch
Nocas
Nuana
Pateca

Comentários

Miguel disse…
patchóle... olé olé!

tás lá miuda... querias q fosse sempre verão ou quê?

deixa lá... o inverno tb tem coisas boas! dia 21 tamos lá!

bjocas nessa testa pequenina!
M

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