Acção - Reacção

Tu afastaste-te. Muito. Abruptamente.
E eu percebi porquê.

Tiveste as tuas razões. Eu tive as minhas.
Tu fizeste uma escolha, que não me incluía. Eu aceitei-a.

Não a refutei, não corri atrás de ti, não te pedi nada.
Contigo dei tudo. Sem te pedir nada em troca.
Nem nunca, nem hoje.

Nunca te liguei quando me sentia sozinha.
Nunca te incomodei com as questões que me incomodavam.
Nunca te perguntei, "porquê ela e não eu?"

Aceitei a minha “derrota”. Avaliei o meu comportamento.
Fiz tudo da forma correcta, não me permiti sofrer muito com isso.

E por isso, em jeito de “acção reacção” afastei-me também.
Para onde fui, qual o meu caminho, são coisas que não podias apontar.

As minhas escolhas são minhas, e se fosses meu amigo não as tratarias com desdém.
Dar-me-ias a mão, um sorriso, desejar-me-ias felicidade.

Se houvesse alguém por quem talvez até me pudesse apaixonar,
Se tal acontecesse, não seria bonito ouvir de ti as coisas que me disseste.
Seria bom ver-te feliz pela minha felicidade, como tentei estar feliz pela tua.

Mas não aconteceu.
E continuo sozinha.
E magoei-me com aquilo que disseste e com a maneira como ages.
E não é porque estou sensível.
É porque SOU sensível.

Continuo a gostar de ti, a lembrar-me de ti.
E continuo a estar cá para ti, como sempre estive.
Mas por agora gosto mais de mim, lembro-me mais de mim, e estarei primeiro para mim.
Porque tu não deste conta de que me magoaste, mas eu dei.

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