Pedras no sapato
Quem não as tem...
Quem não vive com erros, com segredos.
Com pesos, com alegrias, com fantasmas no armário...
Pois vou contar-vos o que acontece...
Os fantasmas são almas que pairam, que entram e saem quando querem...
Que vivem na escuridão, desejosos de se libertarem...
E há uma força que os move, que os unes, e que posso comprovar, saem em força, na mesma vontade sôfrega de nos consumir, de nos atormentar ou de nos libertar.
Esbofeteiam-nos sem parar, levamos uma e outra pancada, e decidimos lutar ou quebrar.
Eu decidi quebrar, atirei-me para o chão e rezei para o tal Deus em que todos acreditamos quando nada mais nos resta.
Pedi forças, pedi que me salvasse, que os fizesse parar, e não pararam... de chegar.
As verdades a que fugi, a força que achei não ter.
Mantive-me firme.
Não quis trair a confiança de quem ma depositou.
A confiança é como uma jóia de família que pertenceu a uma tetravó muito velhinha e que alguém nos pede para guardar com a vida.
E assim fiz eu com a pedra preciosa que me foi entregue.
Agarrei firme enquanto deitada no chão em posição fetal a vida descarregou em mim coisas vindas de todos os lados e de lado nenhum.
Não larguei, não contei, não falei, até que a sova parou e começou a chover.
Eram os meus olhos, frustrados de raiva, orgulhosa de segurar o que era de mais preciso.
A chuva parou, levantei-me, olhei o céu, ergui-me e caminhei cambaleando com a alma vitoriosa para casa...
As feridas ainda as tenho, a dor ainda a sinto, mas o orgulho ninguém me pode roubar.
Está acima de todas as coisas.
Hoje:
- Plantei uma árvore
- Tive um filho
- Escrevi um livro
Vou dormir pouco, mas em paz.
Quem não vive com erros, com segredos.
Com pesos, com alegrias, com fantasmas no armário...
Pois vou contar-vos o que acontece...
Os fantasmas são almas que pairam, que entram e saem quando querem...
Que vivem na escuridão, desejosos de se libertarem...
E há uma força que os move, que os unes, e que posso comprovar, saem em força, na mesma vontade sôfrega de nos consumir, de nos atormentar ou de nos libertar.
Esbofeteiam-nos sem parar, levamos uma e outra pancada, e decidimos lutar ou quebrar.
Eu decidi quebrar, atirei-me para o chão e rezei para o tal Deus em que todos acreditamos quando nada mais nos resta.
Pedi forças, pedi que me salvasse, que os fizesse parar, e não pararam... de chegar.
As verdades a que fugi, a força que achei não ter.
Mantive-me firme.
Não quis trair a confiança de quem ma depositou.
A confiança é como uma jóia de família que pertenceu a uma tetravó muito velhinha e que alguém nos pede para guardar com a vida.
E assim fiz eu com a pedra preciosa que me foi entregue.
Agarrei firme enquanto deitada no chão em posição fetal a vida descarregou em mim coisas vindas de todos os lados e de lado nenhum.
Não larguei, não contei, não falei, até que a sova parou e começou a chover.
Eram os meus olhos, frustrados de raiva, orgulhosa de segurar o que era de mais preciso.
A chuva parou, levantei-me, olhei o céu, ergui-me e caminhei cambaleando com a alma vitoriosa para casa...
As feridas ainda as tenho, a dor ainda a sinto, mas o orgulho ninguém me pode roubar.
Está acima de todas as coisas.
Hoje:
- Plantei uma árvore
- Tive um filho
- Escrevi um livro
Vou dormir pouco, mas em paz.
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