Conversas
- Eu quero tanto. Falta-me o ar!
Recua! Lembra-te de todas as pequenas imperfeições que vias, que te travavam.
- Não! Não quero!
Pensa no que querias, aliás, no que não querias. Lembra-te de como era bom não querer nada, nem ninguém. Nem nada de ninguém. Fica-te nessa ausência de desejo que te mantinha calma, serena, despojada e contentada.
- Não! Não são imperfeições, são características, são particularidades, não são defeitos, são feitios. Penso nelas, quero espojar-me nelas, quero esfregar-me nelas, quero senti-las sem fim, quentes e em mim!
Acalma-te. São ilusões. Tudo está igual. És a mesma, nada mudou. Estás a fabricar, a imaginar, a delirar. O teu corpo está a comandar a tua mente.
- Sim, está! E depois? Não coexistem os dois, aqui envolvidos nesta confusão divina que temos que aguentar? Estou quente, por dentro. Estou acelerada, estou perturbada, estou virada do avesso! Quero aqui, quero agora, e quero tudo o que não quis!
Miúda... Acabaste de assinar um pacto com o diabo! Estas a arder de desejo. Eu sei que é bom, que é intenso, que é a puta da loucura, que é uma auto estrada só para ti, mas quando acaba, foda-se... Lembra-te disso, põe o pé no travão!
- Eu quero arriscar...
Depois não digas que não te avisei.
- És sempre a mesma merda tu e a puta da racionalidade... Estás aí se eu cair?
Sempre!
Patch e o seu alter ego
in "Memórias do que já vivi e quero viver outra vez"
Recua! Lembra-te de todas as pequenas imperfeições que vias, que te travavam.
- Não! Não quero!
Pensa no que querias, aliás, no que não querias. Lembra-te de como era bom não querer nada, nem ninguém. Nem nada de ninguém. Fica-te nessa ausência de desejo que te mantinha calma, serena, despojada e contentada.
- Não! Não são imperfeições, são características, são particularidades, não são defeitos, são feitios. Penso nelas, quero espojar-me nelas, quero esfregar-me nelas, quero senti-las sem fim, quentes e em mim!
Acalma-te. São ilusões. Tudo está igual. És a mesma, nada mudou. Estás a fabricar, a imaginar, a delirar. O teu corpo está a comandar a tua mente.
- Sim, está! E depois? Não coexistem os dois, aqui envolvidos nesta confusão divina que temos que aguentar? Estou quente, por dentro. Estou acelerada, estou perturbada, estou virada do avesso! Quero aqui, quero agora, e quero tudo o que não quis!
Miúda... Acabaste de assinar um pacto com o diabo! Estas a arder de desejo. Eu sei que é bom, que é intenso, que é a puta da loucura, que é uma auto estrada só para ti, mas quando acaba, foda-se... Lembra-te disso, põe o pé no travão!
- Eu quero arriscar...
Depois não digas que não te avisei.
- És sempre a mesma merda tu e a puta da racionalidade... Estás aí se eu cair?
Sempre!
Patch e o seu alter ego
in "Memórias do que já vivi e quero viver outra vez"
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