E os meus desejos para 2016 são...!

Mesmo quando o assunto não me desperta assim tanto interesse, assim que abro os olhos e me ligo ao mundo constato que tudo me vai obrigar a reflectir neste dia. É o último dia do ano, o dia do balanço, o dia da recolha estatística das perdas e ganhos, o dia dos agradecimentos e das cuecas azuis.
Acho irónico isto dos dias instituídos para reflectir, para me divertir, para comemorar, para começar a dieta, para a inscrição no ginásio, para deixar de fumar… Malta, não há uma essência química que rebente no ar à meia-noite e que faça com que geneticamente tudo mude, tal como não explode nada dentro dos iogurtes que os faça azedar no dia em que passam da validade!
Quando me obrigo a esta reflexão, que me é quase imposta, penso sempre nas mesmas coisas, ano após ano, as mesmas que penso dia após dia, em todos os dias da minha vida.
Eu desejo sempre que esteja sol, que as pessoas sejam boas, que o sushi seja mais barato, que o chefe me aumente o ordenado, que este ano consiga emagrecer os 3 kilos que ganhei em 2004 e nunca recuperei. Todos os dias! Todos os anos!
Portanto minha gente, desejem paz, luz, saúde, o euro milhões, desejem tudo isso para 2016, e depois desejem tudo isso em 2017, e passem a vida a despender da vossa energia em repetições anuais… Façam isso…
Eu desejo hoje, o mesmo que desejei ontem, o mesmo que desejarei amanhã. Eu desejo liberdade. Desejo que este crescimento contínuo que as vezes dói tanto que parece que nunca vai parar continue. Porque eu não quero parar de crescer! Farei tudo para continuar este caminho que venho traçando ano após ano, sem repetições mas com continuidade, para a liberdade. Treinarei ainda mais o desapego, as promessas, a (des) planificação.
Eu não quero planos, eu quero ser livre. Esse é o meu grande plano. Livre de paredes, livre de amarras, livre de estereótipos, livre de medos, livre de fretes, livre de planos. Quero ser livre para poder viver. Quero ser livre dos balanços, dos ganhos e das perdas. De que me interessa contabilizar as promessas por cumprir, as pessoas que ficaram pelo caminho? De que me interessa? A vida e a liberdade são um caminho, não são uma paragem. Assim são os acontecimentos e as pessoas que passam no nosso trajecto. Não quero chorar ausências, quero ter cada vez mais o discernimento para perceber o papel de cada pessoa e de cada acontecimento no meu caminho. E de lhe dar o devido valor. Não obstante a sua duração.
Nada na vida nos pertence, tudo é um empréstimo. Quanto mais cedo aprendermos esta lição mais cedo seremos livres para apreciar verdadeiramente tudo o que acontece, ao momento.
O que eu quero é viver, é respirar, é estar preparada para abraçar tudo o que vier!
E é isso que desejo a todos! Até amanhã, divirtam-se muito!
Abreijos!


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