What if?
É a pior de todas as dúvidas.
E se tivesse feito, se tivesse ido, se tivesse corrido, se tivesse falado.
Se tivesse apostado, se tivesse arriscado, se tivesse mudado.
Se tivesse virado à esquerda e não à direita, se tivesse acordado mais cedo, se tivesse atendido o telefone...
São tantos os exemplos. Nunca haverá uma vida sem "what if" porque a vida é uma escolha constante.
O importante é a firmeza com que fazemos as nossas escolhas, o propósito, o objectivo.
Mas grave mesmo é quando deixamos de escolher.
Quando abdicamos da maior fortuna de todas que é a utilização do livro arbítrio.
Quando nos acomodamos a um lugar comum que se limita a caminhar pelos trilhos das decisões de outros.
Para não termos que pensar... "E se eu decidisse pensar? O que faria?"
Quando se decide deixar de decidir, o caminho não nos pertence.
Quando se vagueia sem objetivo o tempo transforma-se apenas numa perda de si mesmo.
As coisas deixam de fazer sentido, tornamo-nos pequenos parasitas sobreviventes às circunstâncias.
E mais grave o é quando não nos apercebemos deste estado letárgico e nos isolamos do mundo. Só para não decidir.
E sem darmos por nós tomamos a pior das decisões.
Ficamos alheados da vida, ficamos alheados da nossa própria vida.
E a pergunta é: o que fazemos na nossa vida quando não tomamos as rédeas da sua direção?
Espero nunca chegar ao ponto de ter que descobrir a resposta a esta questão.
O caminho é tão fácil que muitas vezes não damos por ele, quando damos por nós já lá estamos e se não questionarmos... pode não ter retorno.
What if?

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